Por que o dólar está caindo tanto?

Por que o dólar está caindo tanto?

A queda do dólar tem chamado a atenção nos últimos dias, mesmo de pessoas que não trabalham com a moeda, com uma forte queda, diante da guerra na Ucrânia e o Estados Unidos alta com a taxa de juros nas alturas.

Geralmente, esses fatores combinados levariam o real brasileiro a perder força, por conta da aversão ao risco e à maior atração de recursos para a economia americana.

Com a Selic chegando em dois dígitos, commodities em alta, bolsa brasileira barata e saída de investimentos da Rússia, O leste europeu com sua atenção voltada a outros mercados emergentes ajuda a compreender como o dólar, que chegou na casa dos R$ 5,80 em 2021, e agora chegou aos R$ 4,84 nesta quinta-feira (24/3), menor patamar desde março de 2020.

Os economistas acreditam que esse cenário não deve se sustentar por muito tempo. Com a perspectiva de uma alta dos juros nos EUA e as eleições em outubro, o dólar pode voltar a ganhar força mais à frente.

Veja outros pontos que influenciam a queda recente do dólar em relação ao real

  • alta das commodities, pois o Brasil é um grande produtor e exportador mundial, e a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) atualmente em 11,75%, com perspectiva de novas altas nos próximos meses.
  • alta de juros, o Brasil e a quarta maior taxa de juros nominal, atrás somente de países com graves problemas econômicos, como Argentina (42,5%), Rússia (20%) e Turquia (14%).
  • Bolsa brasileira barata, em comparação internacional e com diversos papéis ligados ao setor de commodities, como Vale, Petrobras e as empresas do setor agrícola.
  • fluxo de investidores que deixaram a Rússia e o leste europeu, por conta da instabilidade naquela região, encontraram no Brasil uma alternativa de investimento em países emergentes.

Qual a consequência da queda do dólar para nossa economia?

O dólar em baixa, poderia trazer algum alívio para a inflação, ao compensar parte do efeito da alta das commodities e baratear a importação de insumos.

Na balança comercial, os exportadores se beneficiam dos altos preços das commodities, contudo pode ser favorável para a importação de bens industrias, diante da perspectiva de que a economia brasileira ainda deve ter algum crescimento este ano, mesmo que baixo.

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